Isto só em Portugal!!!
Isto só neste país!!!!
É raro o dia em que não ouço isto!
Se não for da política é dos clubes, ou da justiça, ou do trânsito, ou das papeladas ou do tempo ou do azar ou... ou... ou... sei lá que mais!
Não acreditem!
É que a coisa é sempre dita em tom de desconsideração sem sequer se saber se a vizinha tem galinha quanto mais ser melhor que a minha!
Não sabem muito bem, pois não?
Nãã...
Há tempos, num dos textos que o amigo M. costuma escrever, tirou da cartola um pequeno filme.
Deixo-vos hoje esse pequeno filme, na verdade um filme publicitário contendo no seu elenco Rob Schneider que se embrenha em Portugal em busca do Miguel para, desesperadamente, o encontrar e salvar.
Grande Rob!
Grande Miguel!
Mais não digo...
Vejam e depois digam a plenos pulmões:
"Isto só nesta terra!"
Aqui pode caber de quase tudo ou quase nada! Sem grandes compromissos ou pretensões gostava de ir partilhando coisas que me vão passando pela cabeça! Tenho encontrado por aí fotos, textos, filmes, livros, terras, caminhos, gentes e sabe-se lá que mais que bem merecem ser lembrados aqui e ali. Conto convosco!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Sinais, regras e polícias sinaleiros!
Numa altura em que a minha filha J acabou de fazer exame de código escusado será dizer que fui deitando um olho aos sinais e às regras de trânsito que ela ia estudando.Inevitável também foi fazer uns quantos exames.
Para quem conduz todos os dias moto ou carro os resultados foram, ou melhor, seriam, muito à base de chumbo!
Chumbo nos sinais, chumbo nas regras… uma chumbada!
Sinais há muitos mas agora vi uns a que nunca tinha ligado!Umas cargas explosivas, umas mais explosivas que outras com umas letras e números indecifráveis!
A importância daquela informação será relevante para os bombeiros, para a protecção civil e para se poderem passar umas multazitas mas para mim vai continuar a ser um mistério!
Só sei que de veículos pesados com cisternas às costas o melhor é haver distância.
Até dos que transportam leite, ou dizem que transportam leite, desconfio!
Nas perguntas das regras gosto particularmente daquelas que metem um cruzamento onde se apresentam um veículo de tracção animal, um velocípede com motor auxiliar, uma ambulância assinalando marcha de urgência, tudo misturado com informação horizontal e vertical, leia-se, muitos riscos no chão e sementeira de sinais vários!
O objectivo é como proceder, estando eu no veículo A.
Sei lá eu!
Sinto-me o animal a puxar o tal veículo!
Pelo sim, pelo não, que avance o “tinóni” que depois logo se verá!
Curiosamente nunca encontrei esta solução nas soluções e que julgo ser a mais usada na vida real!
É mais ou menos como o “Desliga e Volta a Ligar” dos computadores.
Solução com alto grau de eficácia mas, envergonhadamente, pouco reconhecida!
Quando fiz o meu exame de código há 28 anos nunca me dei bem com a teoria toda daqueles pormenores de uma sinalética muito especial que, quando levada a rigor, me deixava quase com medo de avançar ou parar.Estou a falar da saudosa figura do polícia sinaleiro.
Com algo de malícia, que o tempo se encarregou de esbater, chamavam-lhe os “Cabeças de Giz” por causa do capacete branco que fazia parte do fardamento com ar colonial e que incluía luvas brancas.
Criado o Corpo de Polícias Sinaleiros em 1927 chegaram a ser mais de 250 e foram desaparecendo do panorama na cidade de Lisboa.À conta da Gertrudes (lembram-se), pois então!
Gestion Electronique de Règulation en Temps Réel pour l'Urbanisme, les Déplacements et l'Environnement!!!
Finalmente percebo que a minha tia Gertrudes não tinha nada a ver com isto!!!
Dos últimos que vi, um esteve muito tempo no cruzamento da Rua da Escola Politécnica com a Rua de S.Mamede e outro estava num cruzamento perto do Museu do Azulejo, em Xabregas.
O Sr.Agente António Paixão, o tal que durante anos esteve no cruzamento na Escola Politécnica, licenciou-se em Políticas Sociais pela Universidade Aberta, julgo que há uns 2 ou 3 anos.
Posso-vos dizer, na primeira pessoa, que lhe assenta que nem uma luva esta licenciatura!
Um dia, mais uma vez, não entendi um dos seus sinais e vai de avançar quando devia era estar quietinho!
Ainda hoje ouço a apitadela junto à janela do carro e que me ia ensurdecendo!
Lá me expliquei como pude mas tenho presente que a sua atitude foi completamente didáctica apesar do ar de ralhete.
Como lá passava todos os dias passámos a cumprimentar-nos sempre que nos cruzávamos, mesmo a pé e noutros locais!

Guardo a imagem deste homem e do seu antecessor, o Sr Agente António Maria, como sendo gente que fundamentalmente ajudava os outros.Agradeciam os míudos que ali atravessavam a rua para a escola que também já não é, o corte atempado de trânsito para o ciclista passar mais à vontade, a palavra amiga aos mais idosos.
Tudo isto fez dele aquilo a que agora se chama o polícia de proximidade.
Soube que está associado a programas específicos como o “Escola Segura” pelo que me parece estarem todos de parabéns na companhia do Dr. Paixão!
Priiiiiiiiiiii!
Avancem!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O vulcão Eyjafjallajökull
Ora fala-se de quê?
Vacas loucas já lá vão, da gripe A é melhor nem falar, Casa Pia, Apitos coloridos e Freeport já não entusiasmam e a tia do Louçã é manso!
Espera… não devia ser… mansa??!
O homem baralhou-se com a possibilidade dos casamentos homossexuais e já começou a trocar géneros!!
Que diabo!
Adiante, adiante…
Havia, pois, que encontrar rapidamente um tema senão poder-se-ia correr o risco de começar a discutir coisas sérias!
Voltando ao vulcão, fiquem a saber que dá pelo nome de Eyjafjallajökull e que em islandês este palavrão se decompõe em "eyja"que significa ilha; "fjall" ou "fyoll" que quer dizer montanha e "jökull" que significa glaciar. (webcam... às vezes dá imagens!!)
Já se percebeu que a única previsão válida para tudo isto é que não se podem fazer previsões!
E também talvez nos faça bem de quando em quando percebermos quanto pequenos e expostos somos e estamos.
Da Islândia ouviam-se maravilhas da vida que se vivia por lá, apesar de pessoalmente desconfiar face ao pouco sol em tais latitudes.
Depois veio esta crise financeira, que também ainda vai pairando por todo o lado, e ficámos a saber que esse mesmo país das maravilhas podia falir, vítima também de um conjunto de instrumentos financeiros, mais que duvidosos, comprados ao exterior.
Mas agora, qual vingança, vai de paralisar a Europa!
Vai parar tudo e volta daqui a uns meses, anos ou séculos?
O vento mudou e ela (cinza) não voltou?
Pois logo se verá!
Tudo isto é quase irónico!
No meio deste cinzentismo todo o Sr. Presidente da República deu um ar da sua graça, perdendo aquele habitual ar de cavaco, e proporcionou um simpático regresso a um grupo de crianças açoreanas que estava retido em Estrasburgo! (ver video)
Pelo menos há assunto para mais uns dias e até já houve um Prós e Contras à conta!
Depois logo se vê mas, cá para mim, todo o tempo de antena vai ser curto com o benfas à beira de ser campeão!
Até já reservaram o Marquês!!
Haja assunto!
Vacas loucas já lá vão, da gripe A é melhor nem falar, Casa Pia, Apitos coloridos e Freeport já não entusiasmam e a tia do Louçã é manso!
Espera… não devia ser… mansa??!
O homem baralhou-se com a possibilidade dos casamentos homossexuais e já começou a trocar géneros!!
Que diabo!
Adiante, adiante…
Havia, pois, que encontrar rapidamente um tema senão poder-se-ia correr o risco de começar a discutir coisas sérias!
Salvos pelo gong!
E toca a falar e escrever sobre a Islândia ( até eu! ), do vulcão, das cinzas, dos ventos, dos aviões, dos turistas, do caos, dos táxis, dos hotéis!
Sabiam onde ficava a Islândia?
Não se importem, agora já sabem e podem ficar a saber umas coisas mais se clicarem aqui e ou aqui (origem das fotos)
Onde fica, quantos são, o clima, etc. e tal!
A Wikipédia é a maior mas não encontrei nesta página referência aos Sigur-Rós que, já agora, aconselho!
Grande som!
O outro link tem a particularidade de ser a página de um brasileiro a residir por lá.
O outro link tem a particularidade de ser a página de um brasileiro a residir por lá.
Voltando ao vulcão, fiquem a saber que dá pelo nome de Eyjafjallajökull e que em islandês este palavrão se decompõe em "eyja"que significa ilha; "fjall" ou "fyoll" que quer dizer montanha e "jökull" que significa glaciar. (webcam... às vezes dá imagens!!)O pior é pronunciar este aglomerado de letras e, ao que consta, os islandeses têm gozado o pratinho com a forma como os jornalistas estrangeiros o dizem! (pronunciar)
Pode tentar ouvir a forma correcta de dizer o nome do vulcão islandês no link acima mas nem sempre o mesmo funciona bem.Já se percebeu que a única previsão válida para tudo isto é que não se podem fazer previsões!
E também talvez nos faça bem de quando em quando percebermos quanto pequenos e expostos somos e estamos.
Da Islândia ouviam-se maravilhas da vida que se vivia por lá, apesar de pessoalmente desconfiar face ao pouco sol em tais latitudes.
Depois veio esta crise financeira, que também ainda vai pairando por todo o lado, e ficámos a saber que esse mesmo país das maravilhas podia falir, vítima também de um conjunto de instrumentos financeiros, mais que duvidosos, comprados ao exterior.
Mas agora, qual vingança, vai de paralisar a Europa!
E esta paralização não se resolve como aquela dos transportes pesados rodoviários que tivemos em Portugal e que foi resolvido à pressa com umas benesses de impostos e redução de custos nas auto-estradas!
Aqui espera-se que passe!
Vão existir sismos?
Mais erupções?Vai parar tudo e volta daqui a uns meses, anos ou séculos?
O vento mudou e ela (cinza) não voltou?
Pois logo se verá!
Tudo isto é quase irónico!
No meio deste cinzentismo todo o Sr. Presidente da República deu um ar da sua graça, perdendo aquele habitual ar de cavaco, e proporcionou um simpático regresso a um grupo de crianças açoreanas que estava retido em Estrasburgo! (ver video)
Pelo menos há assunto para mais uns dias e até já houve um Prós e Contras à conta!
Depois logo se vê mas, cá para mim, todo o tempo de antena vai ser curto com o benfas à beira de ser campeão!
Até já reservaram o Marquês!!
Haja assunto!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
As cores dos carros!
Quando os miúdos eram… miúdos, jogávamos qualquer coisa, mesmo que nem merecesse o nome de jogo, para acelerar o tempo da viagem dentro do carro.
Uma tentativa mais ou menos conseguida (tinha dias) de máquina do tempo.
Até porque, ao fim de 10 Km, lá aparecia a costumeira pergunta “Ainda falta muito?”… Ó se falta, pensava eu… e ia andando!
Entre outros entretens parvos, havia jogos com palavras baseadas nas matrículas dos carros, palavras por famílias e também cores de carros.
Cada um escolhia uma cor e depois iam contando os da sua cor.
Quem chegasse primeiro aos 20, por exemplo, ganhava!
Fantástico!
Mesmo assim dava discussão porque apareciam sempre nestas alturas uns vislumbres de daltonismo interesseiro!
Este então era o jogo do “último reduto”!
O jogo em que, até eu, me propunha a perder (não gosto nem a feijões) só para percorrer uns km’s mais sossegado.
O jogo que propunha, já depois de ter tentado, sem sucesso, dar uma lamparina a qualquer um dos dois e à beira de uma luxação num ombro!
À partida perdia sempre porque escolhia a cor roxo, por exemplo!
Mas ganhava logo umas risadas de escárnio daquelas duas pestes amarradas lá atrás!
Ok, mais meia dúzia de km’s superados em paz mas com pouco sossego!
Mas voltando ao que me trouxe aqui, nas cores de carros somos na verdade muito formais.
A maioria opta pela cor de panela ou pelo preto tipo ministerial!
E por isso eram sempre as cores que eles escolhiam, os espertinhos!
Há é panelas mais ou menos brilhantes e pretos vários, mas tudo muito, muito pardacento.
Mas, pasme-se, arranjaram-lhes uns nomes pomposos como, Preto Rubacuori, Cinzento Impeccabile, Preto Phantom, Cinzento Meteoro, Preto Sapphire, Cinzento Pannacotta, Cinzento Intellettuale, etc e tal!
Um gozo!
Um destes dias no congresso do PSD em Mafra era vê-los!
Aquilo parecia uma “manif” de carros fúnebres e, na verdade, talvez não fosse caso para menos!
Agora começaram a surgir uns carros topo de gama de cor branca.
Notam-se!
São vivaços!
Mas não são nenhum branco frigorífico!
Nem pensar!
Dão por nomes como Branco Divino, Branco Radioso, Branco Ibis, Branco Olímpico… branco mais branco não há!
Uma tentativa mais ou menos conseguida (tinha dias) de máquina do tempo.
Até porque, ao fim de 10 Km, lá aparecia a costumeira pergunta “Ainda falta muito?”… Ó se falta, pensava eu… e ia andando!
Entre outros entretens parvos, havia jogos com palavras baseadas nas matrículas dos carros, palavras por famílias e também cores de carros.
Cada um escolhia uma cor e depois iam contando os da sua cor.
Quem chegasse primeiro aos 20, por exemplo, ganhava!
Fantástico!
Mesmo assim dava discussão porque apareciam sempre nestas alturas uns vislumbres de daltonismo interesseiro!
Este então era o jogo do “último reduto”!
O jogo em que, até eu, me propunha a perder (não gosto nem a feijões) só para percorrer uns km’s mais sossegado.
O jogo que propunha, já depois de ter tentado, sem sucesso, dar uma lamparina a qualquer um dos dois e à beira de uma luxação num ombro!
À partida perdia sempre porque escolhia a cor roxo, por exemplo!
Mas ganhava logo umas risadas de escárnio daquelas duas pestes amarradas lá atrás!
Ok, mais meia dúzia de km’s superados em paz mas com pouco sossego!
Mas voltando ao que me trouxe aqui, nas cores de carros somos na verdade muito formais.
A maioria opta pela cor de panela ou pelo preto tipo ministerial!
E por isso eram sempre as cores que eles escolhiam, os espertinhos!
Há é panelas mais ou menos brilhantes e pretos vários, mas tudo muito, muito pardacento.
Mas, pasme-se, arranjaram-lhes uns nomes pomposos como, Preto Rubacuori, Cinzento Impeccabile, Preto Phantom, Cinzento Meteoro, Preto Sapphire, Cinzento Pannacotta, Cinzento Intellettuale, etc e tal!
Um gozo!
Um destes dias no congresso do PSD em Mafra era vê-los!
Aquilo parecia uma “manif” de carros fúnebres e, na verdade, talvez não fosse caso para menos!
Agora começaram a surgir uns carros topo de gama de cor branca.
Notam-se!
São vivaços!
Mas não são nenhum branco frigorífico!
Nem pensar!
Dão por nomes como Branco Divino, Branco Radioso, Branco Ibis, Branco Olímpico… branco mais branco não há!
Eu, por mim, fiquei-me por um Azul Cuor Leggero mas aquilo em português decente é assim mais um Azul Cueca Metalizado.
Agora que a Quaresma está a acabar deixem-se lá tentar pela cor, mesmo que não seja num carro!
quinta-feira, 18 de março de 2010
A tragédia do IVA!
Tailândia, Haiti, Chile, Madeira, são referências ligadas a tragédias que não nos deixam esquecer as forças dos tsunamis, sismos e, no caso da Madeira, de uma enorme enxurrada que, naquele Sábado de má memória, arrastou consigo vidas e sonhos numa demonstração impressionante de destruição.
Quase de imediato e acompanhando a reacção do povo madeirense uma onda de solidariedade atravessou o país impulsionada pela capacidade incisiva dos meios de comunicação. Repetiram-se gestos de ofertas dos mais variados tipos, não houve banco que não tivesse aberto uma conta solidária com a Madeira, os CTT assumiam os portes para as ofertas em géneros enviadas para a ilha!( Ver aqui)
Quase de imediato e acompanhando a reacção do povo madeirense uma onda de solidariedade atravessou o país impulsionada pela capacidade incisiva dos meios de comunicação. Repetiram-se gestos de ofertas dos mais variados tipos, não houve banco que não tivesse aberto uma conta solidária com a Madeira, os CTT assumiam os portes para as ofertas em géneros enviadas para a ilha!( Ver aqui)
Todos se disponibilizaram!
Impressionante!
Como já é habitual em situações semelhantes também era possível ajudar monetariamente através do envio de um SMS ou ligando para um número 760 xxx xxx.
E, caros amigos, a atitude dos portugueses também aqui foi simplesmente impressionante! A última vez que tive informação do acumulado por esta via a coisa ia em cerca € 800.000,00! Não, não há zeros a mais! São, volto a repetir, uns impressionantes, € 800.000,00 que os portugueses decidiram oferecer ao povo da Madeira usando o seu bem amado telemóvel. Num tempo em que nos afogamos e nos teimam em afogar na crise instalada e para durar, esta resposta tem que se lhe diga.
É a reacção à tragédia.
E “Tragédia” foi a palavra mais usada para o que se passou na Madeira.
É uma palavra forte mesmo do ponto de vista fonético e até tem um acento!
Impressiona!E era essa a intenção que parece ter tido resultado.
Mas quero-vos falar de uma outra tragédia. A tragédia IVA! Este IVA é mesmo uma tragédia!
Ora façam lá contas. Todos estes donativos por SMS ou ligando para o tal número são sujeitos a IVA, sim esse IVA!
E, como não sou candidato a Primeiro-ministro, rápidamente vos informo que 20% de € 800.000,00 são € 160.000,00! Poupo-vos aos extensos!
São ou não são impressionantes estes € 160.000,00 que, pura e simplesmente, oferecemos à DGCI!
Sim, oferecemos, porque estes senhores, pura e simplesmente, não abdicam deste imposto! Nem neste caso!
Nem a palavra tragédia os impressionou, nem sendo na Madeira!
Nada!
É a excelência na cobrança de impostos!
Em todos estes “ÉssesÉmeÉsses” que por aí vão aparecendo haverá sempre um beneficiário comum, um vencedor.
O IVA!
O Estado, o Estado que também sou eu, devia corar de vergonha por cobrar estes 20%! Este IVA, sim, é uma tragédia… ou uma comédia negra.
terça-feira, 9 de março de 2010
A Praça do Comércio teve uma trombose!
Lembram-se da Praça do Comércio?
Aquela praça ao fundo da Baixa Lisboeta antes do rio Tejo?
A que também se chama Terreiro do Paço por ter sido morada dos Reis de Portugal desde o século XVI até ao sismo de Lisboa em 1755?
Infelizmente nessa data sucumbiu ali não só Paço mas também uma notável biblioteca com cerca de 70.000 volumes.
Mais tarde foi o ponto de partida para a recuperação e construção da Baixa com o actual formato e ganhou o nome de Praça do Comércio.
Foi também ponto de chegada de Reis e Chefes de Estado, pelo Cais das Colunas, mas esses agora preferem as salas VIP dos aeroportos.
E já não habita por lá a nobreza, nem dessa nem de outra, qual triste fado dos nossos eleitos que por ali vão pairando naqueles ministérios que já foram rosa republicano mas que agora voltaram ao amarelo original. Até o Tolan que conheceu o princípio do seu fim a 16/02/1980 dali saiu! (ai que já lá vão 30 anos). Aquilo foi cá uma novela! Filme melhor só o dos Secos e Molhados! A esta altura do campeonato já talvez alguns de vocês estão a pensar no que me terá dado para escrever este texto a armar ao historiador de Olissipo!
Eu sei que face ao nome do blog vale quase tudo mas não foi isso que me trouxe aqui!
Trouxe-me aqui mais uma notícia sobre esta imponente Praça.
Não vos quero assustar mas a Praça... teve uma trombose!
Apesar da sua resistência às asneiras que lhe foram sendo infringidas ao longo da sua existência não foi possível evitar mais este desaire.
Desde cedo Lisboa se foi desenvolvendo ao longo do Rio Tejo, desde sempre um meio privilegiado de circulação.
Por analogia, muitas estradas e caminhos-de-ferro “copiaram” o caminho dos rios e, talvez por isso, entre o concelho de Oeiras (Algés) e o concelho de Loures (zona da Expo), este eixo rodoviário tem, desculpem, tinha sempre pelo menos duas faixas de rodagem para cada lado.
Agora, na Praça do Comércio, apenas existe uma para cada lado o que se revela ser um atrofio na circulação.
Uma trombose, como li algures e vos mencionei atrás!
Tudo entupido nos dois sentidos e sem remédio à vista, parece-me a mim!
“Devolver a Praça aos Cidadãos”, são estas as palavras que estão pintadas nos painéis do estaleiro da doente, mas soam tanto a falso como aqueles anúncios dos tira gorduras fantásticos ou dos restauradores de cabelo.
Faço notar ainda que todo o tráfego vindo de Norte se passará a efectuar pelas Ruas do Arsenal e Alfandega. Simplificando, o trânsito que “desaparecer” dali irá incomodar muito mais gente nas outras ruas da Baixa, a tal Baixa viva por enquanto. Aquela Baixa onde ainda sobrevive o Martinho da Arcada.
Estranhamente, e apesar de parecer uma espécie de varrer de lixo para debaixo do tapete, o silêncio à volta da coisa mais parece um não dar jeito falar dela!
Mesmo a solução encontrada, por exemplo, para as passadeiras colocadas em frente do Cais das Colunas, que são muito bonitas mas que pura e simplesmente não se vêem, são um atentado à segurança, não só pela questão da visibilidade como no material utilizado que é extremamente escorregadio, especialmente se molhado. Perguntem a quem anda de moto e retirem conclusões.
Concordo que se deva limitar a velocidade na zona com semáforos, com radares, com lombas, com polícia ou com outro estrategema qualquer em que somos tão imaginativos (leia-se coimas) mas deixando o trânsito fluir em duas faixas!
A Praça é realmente espectacular mas também especialmente GRANDE! Grande ao ponto de nem perceber bem como vai ser ocupada, por exemplo, em dias de Verão à chapa do sol.
Os ministérios vão sair? Já pensaram verdadeiramente como tratar das dezenas de pessoas que ali dormem todas as noites ao abrigo das arcadas? Nunca pensaram em plantar árvores? Se fizeram o túnel do metro não conseguiam enterrar também o tráfego rodóviario? Isto podem ser apenas umas atoardas para o ar mas são tão ideias como as outras todas!
Reconheço com agrado o desvio dos esgotos de cerca de 100.000 habitantes de Lisboa que “desaguavam” directamente no Tejo. Esta sim uma grande obra.
Mas sabem, eu também gosto de Lisboa, nasci em Lisboa e tenho família "espalhada" entre Stª Apolónia, Bairro Alto, Santos e Algés. Perdoem-me se apenas os quero visitar sem ter que dar a volta ao mundo.
Aquela praça ao fundo da Baixa Lisboeta antes do rio Tejo?
A que também se chama Terreiro do Paço por ter sido morada dos Reis de Portugal desde o século XVI até ao sismo de Lisboa em 1755?
Infelizmente nessa data sucumbiu ali não só Paço mas também uma notável biblioteca com cerca de 70.000 volumes.
Mais tarde foi o ponto de partida para a recuperação e construção da Baixa com o actual formato e ganhou o nome de Praça do Comércio.
Foi também ponto de chegada de Reis e Chefes de Estado, pelo Cais das Colunas, mas esses agora preferem as salas VIP dos aeroportos.E já não habita por lá a nobreza, nem dessa nem de outra, qual triste fado dos nossos eleitos que por ali vão pairando naqueles ministérios que já foram rosa republicano mas que agora voltaram ao amarelo original. Até o Tolan que conheceu o princípio do seu fim a 16/02/1980 dali saiu! (ai que já lá vão 30 anos). Aquilo foi cá uma novela! Filme melhor só o dos Secos e Molhados! A esta altura do campeonato já talvez alguns de vocês estão a pensar no que me terá dado para escrever este texto a armar ao historiador de Olissipo!
Eu sei que face ao nome do blog vale quase tudo mas não foi isso que me trouxe aqui!
Trouxe-me aqui mais uma notícia sobre esta imponente Praça.
Não vos quero assustar mas a Praça... teve uma trombose!
Apesar da sua resistência às asneiras que lhe foram sendo infringidas ao longo da sua existência não foi possível evitar mais este desaire.
Desde cedo Lisboa se foi desenvolvendo ao longo do Rio Tejo, desde sempre um meio privilegiado de circulação.
Por analogia, muitas estradas e caminhos-de-ferro “copiaram” o caminho dos rios e, talvez por isso, entre o concelho de Oeiras (Algés) e o concelho de Loures (zona da Expo), este eixo rodoviário tem, desculpem, tinha sempre pelo menos duas faixas de rodagem para cada lado.
Agora, na Praça do Comércio, apenas existe uma para cada lado o que se revela ser um atrofio na circulação.
Uma trombose, como li algures e vos mencionei atrás!
Tudo entupido nos dois sentidos e sem remédio à vista, parece-me a mim!
“Devolver a Praça aos Cidadãos”, são estas as palavras que estão pintadas nos painéis do estaleiro da doente, mas soam tanto a falso como aqueles anúncios dos tira gorduras fantásticos ou dos restauradores de cabelo.
Faço notar ainda que todo o tráfego vindo de Norte se passará a efectuar pelas Ruas do Arsenal e Alfandega. Simplificando, o trânsito que “desaparecer” dali irá incomodar muito mais gente nas outras ruas da Baixa, a tal Baixa viva por enquanto. Aquela Baixa onde ainda sobrevive o Martinho da Arcada.
Estranhamente, e apesar de parecer uma espécie de varrer de lixo para debaixo do tapete, o silêncio à volta da coisa mais parece um não dar jeito falar dela!
Mesmo a solução encontrada, por exemplo, para as passadeiras colocadas em frente do Cais das Colunas, que são muito bonitas mas que pura e simplesmente não se vêem, são um atentado à segurança, não só pela questão da visibilidade como no material utilizado que é extremamente escorregadio, especialmente se molhado. Perguntem a quem anda de moto e retirem conclusões.
Concordo que se deva limitar a velocidade na zona com semáforos, com radares, com lombas, com polícia ou com outro estrategema qualquer em que somos tão imaginativos (leia-se coimas) mas deixando o trânsito fluir em duas faixas!
A Praça é realmente espectacular mas também especialmente GRANDE! Grande ao ponto de nem perceber bem como vai ser ocupada, por exemplo, em dias de Verão à chapa do sol.
Os ministérios vão sair? Já pensaram verdadeiramente como tratar das dezenas de pessoas que ali dormem todas as noites ao abrigo das arcadas? Nunca pensaram em plantar árvores? Se fizeram o túnel do metro não conseguiam enterrar também o tráfego rodóviario? Isto podem ser apenas umas atoardas para o ar mas são tão ideias como as outras todas!
Reconheço com agrado o desvio dos esgotos de cerca de 100.000 habitantes de Lisboa que “desaguavam” directamente no Tejo. Esta sim uma grande obra.
Mas sabem, eu também gosto de Lisboa, nasci em Lisboa e tenho família "espalhada" entre Stª Apolónia, Bairro Alto, Santos e Algés. Perdoem-me se apenas os quero visitar sem ter que dar a volta ao mundo.
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quarta-feira, 3 de março de 2010
The Muppets - Bohemian Rhapsody
The Muppets... grandes!
Queen... também grandes!
Juntem os dois e têm esta enorme e hilariante peça com muitas das personagens dos Marretas, como lhes chamamos por cá!
Muitos já terão visto mas mesmo assim deixo o link do You Tube para ver ou rever.
Que mais vos posso dizer? Há mais aqui!
Divirtam-se!
Queen... também grandes!
Juntem os dois e têm esta enorme e hilariante peça com muitas das personagens dos Marretas, como lhes chamamos por cá!
Muitos já terão visto mas mesmo assim deixo o link do You Tube para ver ou rever.
Que mais vos posso dizer? Há mais aqui!
Divirtam-se!
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