quinta-feira, 20 de maio de 2010

Salvem o Miguel!

Isto só em Portugal!!!
Isto só neste país!!!!
É raro o dia em que não ouço isto!
Se não for da política é dos clubes, ou da justiça, ou do trânsito, ou das papeladas ou do tempo ou do azar ou... ou... ou... sei lá que mais!
Não acreditem!
É que a coisa é sempre dita em tom de desconsideração sem sequer se saber se a vizinha tem galinha quanto mais ser melhor que a minha!
Não sabem muito bem, pois não?
Nãã...
Há tempos, num dos textos que o amigo M. costuma escrever, tirou da cartola um pequeno filme.
Deixo-vos hoje esse pequeno filme, na verdade um filme publicitário contendo no seu elenco Rob Schneider que se embrenha em Portugal em busca do Miguel para, desesperadamente, o encontrar e salvar.
Grande Rob!
Grande Miguel!
Mais não digo...
Vejam e depois digam a plenos pulmões:
"Isto só nesta terra!"

sábado, 15 de maio de 2010

Sinais, regras e polícias sinaleiros!

Numa altura em que a minha filha J acabou de fazer exame de código escusado será dizer que fui deitando um olho aos sinais e às regras de trânsito que ela ia estudando.
Inevitável também foi fazer uns quantos exames.
Para quem conduz todos os dias moto ou carro os resultados foram, ou melhor, seriam, muito à base de chumbo!
Chumbo nos sinais, chumbo nas regras… uma chumbada!
Sinais há muitos mas agora vi uns a que nunca tinha ligado!
Umas cargas explosivas, umas mais explosivas que outras com umas letras e números indecifráveis!
A importância daquela informação será relevante para os bombeiros, para a protecção civil e para se poderem passar umas multazitas mas para mim vai continuar a ser um mistério!
Só sei que de veículos pesados com cisternas às costas o melhor é haver distância.
Até dos que transportam leite, ou dizem que transportam leite, desconfio!
Nas perguntas das regras gosto particularmente daquelas que metem um cruzamento onde se apresentam um veículo de tracção animal, um velocípede com motor auxiliar, uma ambulância assinalando marcha de urgência, tudo misturado com informação horizontal e vertical, leia-se, muitos riscos no chão e sementeira de sinais vários!
O objectivo é como proceder, estando eu no veículo A.
Sei lá eu!
Sinto-me o animal a puxar o tal veículo!
Pelo sim, pelo não, que avance o “tinóni” que depois logo se verá!
Curiosamente nunca encontrei esta solução nas soluções e que julgo ser a mais usada na vida real!
É mais ou menos como o “Desliga e Volta a Ligar” dos computadores.
Solução com alto grau de eficácia mas, envergonhadamente, pouco reconhecida!
Quando fiz o meu exame de código há 28 anos nunca me dei bem com a teoria toda daqueles pormenores de uma sinalética muito especial que, quando levada a rigor, me deixava quase com medo de avançar ou parar.
Estou a falar da saudosa figura do polícia sinaleiro.
Com algo de malícia, que o tempo se encarregou de esbater, chamavam-lhe os “Cabeças de Giz” por causa do capacete branco que fazia parte do fardamento com ar colonial e que incluía luvas brancas.
Criado o Corpo de Polícias Sinaleiros em 1927 chegaram a ser mais de 250 e foram desaparecendo do panorama na cidade de Lisboa.
À conta da Gertrudes  (lembram-se), pois então! 
Gestion Electronique de Règulation en Temps Réel pour l'Urbanisme, les Déplacements et l'Environnement!!!
Finalmente percebo que a minha tia Gertrudes não tinha nada a ver com isto!!!
Dos últimos que vi, um esteve muito tempo no cruzamento da Rua da Escola Politécnica com a Rua de S.Mamede e outro estava num cruzamento perto do Museu do Azulejo, em Xabregas.
O Sr.Agente António Paixão, o tal que durante anos esteve no cruzamento na Escola Politécnica, licenciou-se em Políticas Sociais pela Universidade Aberta, julgo que há uns 2 ou 3 anos.
Posso-vos dizer, na primeira pessoa, que lhe assenta que nem uma luva esta licenciatura!
Um dia, mais uma vez, não entendi um dos seus sinais e vai de avançar quando devia era estar quietinho!
Ainda hoje ouço a apitadela junto à janela do carro e que me ia ensurdecendo!
Lá me expliquei como pude mas tenho presente que a sua atitude foi completamente didáctica apesar do ar de ralhete.
Como lá passava todos os dias passámos a cumprimentar-nos sempre que nos cruzávamos, mesmo a pé e noutros locais!
Guardo a imagem deste homem e do seu antecessor, o Sr Agente António Maria, como sendo gente que fundamentalmente ajudava os outros.
Agradeciam os míudos que ali atravessavam a rua para a escola que também já não é, o corte atempado de trânsito para o ciclista passar mais à vontade, a palavra amiga aos mais idosos.
Tudo isto fez dele aquilo a que agora se chama o polícia de proximidade.
Soube que está associado a programas específicos como o “Escola Segura” pelo que me parece estarem todos de parabéns na companhia do Dr. Paixão!
Priiiiiiiiiiii!
Avancem!